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    Ainda a propósito dos suplementos alimentares…Conheça a opinião do Dr. Mário Beja Santos

    Suplementos alimentares: agora é que acordam

    Beja Santos

    Não me surpreendeu o teor do comunicado conjunto das Ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos protestando contra as bandalheiras da publicidade aos suplementos alimentares, no caso em apreço um suplemento com cálcio que tem que ser tomado com a indicação de um profissional de saúde.

    Para se entender bem os permanentes riscos e atentados à saúde pública que esta publicidade infrene é capaz, contextualizemos a questão.

    Estes suplementos destinam-se a complementar e/ou a suplementar o regime alimentar normal, em caso algum devem ser usados como substitutos num regime alimentar cuidado, a não ser por prescrição médica e sempre com o recurso ao aconselhamento de um profissional de saúde. São fontes concentradas de determinadas substâncias nutrientes ou outras e com efeito nutricional ou fisiológico. Não são medicamentos, ao contrário de que muita publicidade insinua. A rotulagem obrigatoriamente alerta para o facto que de o seu consumo excessivo pode ter efeitos nefastos. Recorde-se que a ingestão excessiva de vitaminas e minerais pode provocar efeitos adversos.

    Muitos dos suplementos alimentares não têm qualquer controlo, ao contrário dos medicamentos, não há uma entidade responsável pela segurança dos suplementos alimentares (autorizar um rótulo não é o mesmo que conhecer e testar regularmente o seu conteúdo).

    E temos esse caso sério que são os produtos com plantas ou preparados à base de plantas. Há conhecimento de consumidores que aliam a toma de medicamentos à de suplementos alimentares, com o objetivo de alcançar mais rapidamente o melhor nível de saúde. Esta atitude favorece a ocorrência de interações entre medicamentos e suplementos, das quais tanto podem resultar efeitos aumentados como efeitos antagónicos ou inesperados. Há uns tempos atrás, a endocrinologista Isabel do Carmo referia exemplos concretos da ação das plantas que têm efeitos terapêuticos e, no entanto, esses produtos não estão aprovados com medicamentos, caso das folhas de salgueiro, a dedaleira e o hipericão.

    Há quem tome suplementos acreditando que são única e exclusivamente destinados a suprir ou a complementar situações de carência ou estilos de vida especiais: são pessoas que confundem suplementos com alimentos dietéticos e até com medicamentos prescritos e não prescritos. Enfim, o consumidor deve usar da máxima prudência e conversar com um profissional de saúde para se esclarecer: se existem carências do regime alimentar ou estados que justifiquem a necessidade de prevenir tais carências: a existência de sintomas que aprecem justificar a toma de suplementos alimentares; informar se sofre de alguma doença, quais os medicamentos que está a tomar, se há situações específicas de saúde que ocorrerem recentemente; procurar esclarecer-se sobre a adequação e os riscos deste consumo se reconhecidamente estiverem identificadas carências alimentares quais os suplementos mais indicados e qual a duração para a sua toma.

    Foto: Divulgação / Internet

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